Quarta-feira, Maio 11, 2005

A Igualdade desigual

Um destes dias, numa daquelas conversas sociais, num grupo de amigos, um deles dizia que entre um ladrão e um juiz a diferença era mínima.

E lá passou a explicar que efectivamente a única diferença entre ambos era mesmo a do juiz poder mandá-lo prender. A ele ou a qualquer outra pessoa.

Numa altura em que se fala tanto da qualidade do nosso sistema judicial, só quando alguém tem que recorrer a ele é que sente que efectivamente todas aquelas máximas do direito romano, da parte da nossa constituição dos direitos liberdades e garantias, da igualdade de tratamento, bla bla, bla bla, é pura balela.

E a sabedoria popular vem ao de cima

“mais vale cair em graça do que ser engraçado”

Não pretendo nem nunca pretendi tirar os meus filhos da mãe.

A Mãe tem um papel importantíssimo no crescimento deles.

Mas o Pai também o tem.

A nossa sociedade está estruturada em famílias. O facto de cada vez mais haverem famílias mono-parentais, impõe uma reflexão sobre esta nova realidade.

E, se a mãe se recusa pura e simplesmente a manter dialogo sobre as crianças com o pai, seja ele pela via mais extrema, ou seja, a escrita, bom então à que ponderar seriamente que tipo de mãe é esta.

As crianças, os filhos, não podem ser vitimas de vinganças pessoais para com o ex
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NUNCA SE ESQUEÇAM.
PARA HAVER VIDA,
PARA HAVER UMA CRIANÇA SÃO PRECISAS DUAS PESSOAS
UM HOMEM E UMA MULHER - PAI E MÃE